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Sobre mim

Alegria Liberdade Prazer Amor


Hoje percebi que vou morrer.
Não, não é daquelas constatações óbvias.
Sabem, olhei para mim, para este corpo, que também sou eu, e soube.
Merda, eu também vou morrer. Não acontece só aos outros.
E chorei. E desesperei-me. Não, não quero. Ouso dizer que fiz birra. E zanguei-me. Eu quero ficar aqui para sempre. Eu quero!
E que aqueles que eu amo não morram NUNCA!
Eu quero!
Eu quero...
Encolhi-me a um canto. Chorei com a chuva.
Saber que vou morrer é uma tristeza que eu tenho.

Saber da morte é também saber do milagre da vida.
É saber de saborear "este instante" em que estamos juntos.
É sugar cada instante até à última gota
É saborear este prazer de escrever que me anima a alma.
É ser gestora do meu tempo.
Como posso priorizar a obrigação, se o meu tempo está em contagem decrescente?
Como posso ousar desperdiçar bem tão precioso?

Gosto de fechar os olhos e sentir a carícia do vento.
Como amo o cheiro a terra molhada.
A comida da querida mãe preenche-me de amor.
Um abraço do amado filho faz cair uma lágrima de comoção.
Amo cada som, cada tela, cada escultura, cada poema, cada peça, cada sorriso, cada abraço...

Coloco o despertador para tocar… sempre que me desviar do meu caminho...


setembro 21, 2019 No comentários

Sinto-me feliz, muito feliz por andar por Aqui. A vida tem sido muito generosa comigo e por isso agradeço tanto. Apesar de todas as dores e tempestades foi-me permitido morrer e renascer sempre de novo com mais entendimento do que antes.
Não, não tenho uma nova paixão, nem uma casa nova nem um carro nem um prémio nem o que quer que seja…  estou feliz porque finalmente "pousei em mim".
Ganhei principalmente um novo olhar sobre a vida.
Sou feliz porque sim. Sou feliz.
Parei e consegui pacificar-me porque vi o meu caos, vi a minha guerra interior...
… os meus medos, as minhas raivas, as frustrações, os ódios, os desesperos, o desamor e todos os quês, que habitam o meu interior, e aceitei a sua existência em mim. E abracei-os.
Vi as minhas imperfeições como fazendo parte da tela que me retrata e amei-as.

Escolhi ver a vida  com amor.
Escolhi agradecer em cada inspiração o milagre da vida.

Em ti tens a força
Tu és o teu escravo e o teu senhor
Em ti tens o poder para te libertares
Escolhe aquilo  que queres que viva em ti 
Escolhe aquilo em que queres acreditar
Sê "o capitão da tua alma"



maio 11, 2019 2 comentários

Somos um pouco de nada (ou coisa nenhuma) uns sem os outros. Gostemos ou não gostemos, a existência dos que nos rodeiam dá-nos orientação, aconchego e sentido de pertença. Pertencemos, somos de alguém, somos de algum lado. Não estamos sós e isso é o que nos alimenta e nos abraça nos dias em que há frio "no dentro de nós".
O amor brota de todos os corações, de cada olhar, de cada partilha.  Somos uns dos outros e vivemos uns para os outros.
O amor está em todos os olhares e palavras trocadas. O amor está nos olhares que não acontecem e nas palavras que não chegarão a ser ditas.
Nada é o que nos cobre, nem o vestuário, nem o dinheiro, nem os cargos, nem a visibilidade que possamos ter. Nada é. 
O que nos move? O que nos inspira? Que força nos impulsiona?
Quem somos quando nada fazemos?
… Amor em movimento...

maio 09, 2019 No comentários

Estava sentada lá fora. Observava o céu e apenas conseguia ver alguns ramos das árvores do quintal em frente.
Também se deleitava com as lindas rosas que um dia alguém, que já não vivia ali, plantara. Este era o único momento dos seus dias em que conseguia parar. Cumpria as suas obrigações diárias e reservava aquele momento para chorar  e para se reorganizar.
Lembra-se de suspirar e desejar ver mais do que "aqueles bocadinhos de árvores". Agarrava-se a uma força (na altura ainda não lhe chamava fé) que a fazia avançar pelo meio da tempestade sozinha. Durante muitos dias só vagueou e cumpriu obrigações. Habitava um corpo que não amava. Tinha-se anestesiado para todo e qualquer sentir. Estava zangada porque nada nem ninguém era como gostaria que fosse. Só sabia que não podia parar. Não podia parar. Tinha de fazer fosse o que fosse.
Quando parava, via os pensamentos, as emoções e as sensações, como genuínos guerreiros, a enfrentarem-se. O caos nasceu e conduziu-a por um caminho que não ia dar a lado nenhum. 

Nada sabia de si nem do seu destino, mas aquele desencontro, anos mais tarde, iria permitir-lhe regressar a Casa. A maior escuridão trazia-lhe agora a maior luz.
maio 07, 2019 No comentários

É quase um tema proibido. Nela nascemos e por ela fomos criados. Entendimentos e desentendimentos à parte (sabendo que todos fizeram o melhor que sabiam e conseguiam), lá fomos importando a nossa dinâmica familiar para todos os nossos relacionamentos. 
Cedo fomos percebendo (e por vezes de forma dolorosa) que estratégias precisávamos de utilizar para obter amor e proteção por parte dos que amávamos.
Pelo caminho fomos investindo em cenários de reprodução do modelo familiar: por vezes histórias de carências e de ausências. Relacionamentos vazios em que não havia qualquer possibilidade do amor nascer. São "relações toca e foge". Relações cómodas e confortáveis, mas sem comunhão de almas.

Nos momentos de pausa e reflexão percebemos o olhar vazio daqueles que tanto amamos e de como nos aperta o coração. O perceber que nos olham mas não nos veem mata-nos por dentro. Como é possível querer tanto ser visto e amado por um pai e uma mãe ou por um companheiro amoroso e … do outro lado apenas nos é devolvido um olhar sem presença. Mendigamos afeto de todas as formas que conhecemos, mas parece que nada preenche esse vazio que em nós habita desde o momento em que tomámos consciência de nós próprios pela primeira vez. Logo salta para o palco a queixa, a vitimização e a culpabilização do outro. Afinal, na nossa pueril inocência, acreditávamos que "aquele amor" nos iria "salvar" e alimentar a nossa intensa sede de amor.

E, um dia, quem sabe andando por Barcelona e visitando a Sagrada Família, compreendemos. Ninguém alguma vez poderá preencher esse vazio. Nada exterior a ti o poderá ocupar de uma forma duradoura e verdadeira. 
Apenas o amor por ti te salvará. Apenas o amor por ti te colocará no caminho do viver a vida com significado e amor. Apenas o amor por ti te libertará. Um amor avassalador e eterno.




abril 24, 2019 No comentários

Aprender a viver em paz connosco próprios traz-nos bênçãos. 
A maior delas: aproxima-nos compassivamente dos nossos companheiros de viagem, nos diferentes lugares por onde vamos passando e estando.
Ficamos cada vez mais atentos e percebemos as leituras mentais que fazemos. 
Olhamos para o mundo do alto da nossa sala de comandos. 
Aí, julgando-nos detentores do certo e do errado, rotulamos os que à nossa volta andam, emitindo pareceres sobre a forma como cada um deveria viver. 
Em cada palavra e gesto afirmamos ver com veemência uma intenção que, se nos agrada, consideramos adequada, se a nós for contrária, classificamos como totalmente incorreta.
A verdade é que, quando nos travamos de razões sobre como os outros deveriam ser ou comportar-se, quanto mais julgamos ser "os senhores certos", mais ficamos impedidos de "ver" o Ser que se apresenta à nossa frente.
Nada sabemos das suas genuínas intenções. Nada sabemos.
Afinal como poderíamos saber? A história matriz de cada um é única, original, assim como o seu modo de olhar o mundo.
Nada sabemos de nada, nem de ninguém.
O labirinto da história interna é composta de múltiplos enredos e nuances de pensar e sentir.
Nada sabemos de nada, nem de ninguém.
Olhar para o outro sem o véu do "eu sei o que é melhor para ti" é um pedido da alma.
Olhar, simplesmente olhar, e ver que ele, tal como tu, vive ocupado com o seu argumento interno.
Saber que te procura com o olhar, suplicando por uma palavra de genuína compaixão.
Saber que te pede um abraço
(um abraço que pode até nem saber dar,
um abraço que pode até não saber receber),
que, no mais fundo de si, procura há uma vida. 
Muitas vezes sem sequer saber que o procura.
Relembra que, pelos trilhos por onde andas, outros andam também 
Talvez a horas diferentes
Talvez com outras motivações
Mas, sabes, com amor, amor igual.
E com a vontade Maior de pertencer.
E com a vontade Maior de sentir a ligação dos corações.

Fica em Paz.



abril 24, 2019 No comentários
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